A Mediadora - Meg Cabot

Título: A Mediadora
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Páginas: 284
Sinopse: Suzannah seria uma adolescente igual a todas as outras se não tivesse um dom especial: a capacidade de ver fantasmas. Ela é uma mediadora, uma pessoa que tem como missão ajudar essas almas penadas a descansar em paz. E isso significa... problemas. Como explicar à mãe ou aos professores que suas travessuras noturnas foram provocadas por... assombrações?
Quando a mãe se casa pela segunda vez e se muda de Nova York para a ensolarada Califórnia, as coisas parecem que vão melhorar. Mas, ao chegar lá, Suzannah percebe que a nova família mora em uma casa antiga. E, é claro, assombrada. Só que, desta vez, é um fantasma bonitão que nada faz para assustá-la. Muito pelo contrário. Os problemas dela, porém, não estão no lar, mas na escola. Lá, o espírito de uma garota, que se matou por causa do namorado, ameaça a segurança de todos. Só Suzannah com suas habilidades e poderes especiais pode salvar os amigos e professores da fúria terrível de uma assombração com grandes poderes.

 Resenha #3 - Classificação 3/5


A história gira em torno de Suzannah, uma adolescente de 16 anos que morava no Brooklin, Nova York e que se muda para o sul da ensolarada Califórnia para morar com a mãe, o padrasto e seus três filhos. Soneca, Dunga e Mestre, como ela costuma os chamar. Sua nova casa que foi reformada pelo padrasto é linda e de muito bom gosto, do seu novo quarto se vê a praia com um vista incrível. O único problema é que essa casa tem pelo menos duzentos anos. O que não seria nada demais para qualquer pessoa normal, mas se tinha uma coisa que ela não era é normal.

Suze, como sua mãe costuma chamar, tem uma certa aversão por prédios antigos pelo simples fato de ver fantasmas desde os dois anos de idade, não que goste ou coisa parecida, mas eles simplesmente aparecem e só ela consegue vê-los. No início não entendia muito seu dom, mas após a morte de seu pai ele pôde explicá-la do que se tratava. Suze é mediadora, uma pessoa que ajuda os fantasmas mal resolvidos por algum motivo encontrarem seu caminho. As vezes não é uma tarefa muito fácil, mas em outras reconfortante.

"É impressionante como podem acontecer as coisas mais absurdas bem debaixo do nariz das pessoas e elas nem percebem..."

Como se o fato de se mudar, deixar a avó e sua melhor e única a amiga em Nova York não fossem suficientes, ao entrar em seu novo quarto ela dá de cara com um fantasma, o mais bonito de todos que já encontrou em qualquer lugar por aí. Jesse devia ser espanhol, deduziu, pela mania de chamá-la de hermosa entre outras coisas que resmungava. E tinha pelo menos um século que vagava por ali. Além de um sorriso lindo e abdômen de tirar o folêgo de qualquer garota.


"Ele piscou com aqueles enormes olhos negros. Suas pestanas eram mais longas que as minhas. Não é sempre que eu dou de cara com um fantasma que também é uma graça, mas aquele cara... caramba, ele devia ter sido uma coisa quando vivo, pois ali estava ele morto e eu já queria adivinhar como eram as coisas por baixo da camisa branca que usava..."

E sua nova escola ela conhece o padre Dom, que também é um mediador e que tenta auxilia-la em diversas situações. Logo no seu primeiro dia ela percebe que as coisas não serão tão fáceis assim. A começar por Heather, uma ex aluna que se suicidou por conta do término de um relacionamento, e que continua rondando a escola em busca de vingança.

"Muita coisa não é justa , Heather. Não é justo, por exemplo, que você tenha de sofrer por toda a eternidade por causa de um erro que cometeu no calor da hora." 

De início Suze reluta bastante com a presença de Jesse, como de costume, mas se acostuma com sua presença, uma vez que ele realmente se recusa a ir embora. E em certos incidentes que se mete tentando mandar Heather seguir seu caminho, ele a ajuda e com isso ela se apaixona.

"Por um minuto, apenas um minuto, realmente fiquei pensando... bem, cheguei a pensar que ele ia me beijar. Eu nunca tinha sido beijada antes, mas parecia que estavam dadas as condições necessárias para que acontecesse um beijo naquela hora: sabe como é, o braço dele estava ao redor do meu ombro, tinha o luar, nossos corações estavam batendo mais depressa..."

Demorei um bocado de tempo pra terminar essa leitura e em certos momentos cheguei a achar que não iria gostar, mas na metade do livro me envolvi de uma maneira incrível. A escrita é leve, bem humorada e toda narrada em primeira pessoa. Meg Cabot arrasa né, vamos combinar. É um daqueles livros que se você estiver com tempo disponível pra ler, termina bem rápido. 

Item 7 do desafio Reading Challenge

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